segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Futebol, acaso



Estou lendo o livro ‘Guardiola – Confidencial’. Ontem, dando continuidade à leitura, uma frase me chamou atenção na abertura do Capítulo 4: “As pessoas têm a mente aberta em relação às coisas novas, desde que sejam exatamente iguais às velhas.” – Charles Kettering. Hoje, pela manhã, leio um texto que o título é ‘O homem mais rico é aquele cujos prazeres são mais baratos’. A publicação busca entender um pouco sobre a busca à felicidade, contextualizada com o exemplo da jornada de Christopher McCandless (aquele do filme/livro intitulado – Into The Wild).

Qual seria a relação entre os dois conceitos? Basicamente, a (s) mudança (s). Você é realmente feliz? Para que a resposta seja positiva, acredito eu, é fundamental estar em frequente mudança. Em todos os âmbitos da vida, e que as mudanças não sejam relacionadas basicamente aos antigos costumes. Sair da zona de conforto é um processo difícil e complexo, todavia pode tornar-se prazeroso.

O que te faz feliz? Qual é seu objetivo de felicidade? Você está na frequente busca para consegui-lo? Independente das respostas, o resultado tampouco interessa. Essa é a parte essencial. A jornada que tenta te levar ao objetivo final é o mais importante, desde que a mudança/evolução seja o caminho utilizado.

"É nas experiências, nas lembranças, na grande e triunfante alegria de viver na mais ampla plenitude que o verdadeiro sentido é encontrado." - Christopher McCandless

Shizuo Alves, 3 de maio.

terça-feira, 25 de julho de 2017

Desculpe o transtorno, precisamos falar sobre depressão



Chester decidiu partir. Juntou-se ao seu amigo, Chris Cornell. É triste. Um momento de luto, mas, principalmente, de reflexão. E o que devemos pensar e discutir a respeito dessas fatalidades? A depressão.

Julgar e apontar que o uso de drogas e álcool foram os motivos para o suicídio é objetivo e cômodo demais, um lugar comum. Falar sobre depressão é muito mais complexo. A mídia preferiu pular essa parte.

Não sou psicólogo e nem especialista pra tratar disso do ponto de vista científico. Não cabe a mim dar nome aos bois, mas o caso é relevante. Segundo estudo publicado no Sistema de Informações de Mortalidade, nos últimos 12 anos a taxa de suicídios entre pessoas de 15 a 29 anos teve aumento de quase 10% no Brasil. “A morte de uma pessoa é uma tragédia. A morte de milhares de pessoas é estatística. ” Isso não deve ser apenas estatística! Os números não são tão frios assim…

Silenciar e apenas lamentar a morte desses artistas é nos contentarmos somente com a obra que fizeram, entretanto, Chester, Chris, Kurt, Amy, Chorão e tantos outros deixam muito mais que música. A doença existe, mora ao lado, precisa ser pensada e abordada. 10% da população é muita gente! Um pessoa é gente pra caramba!

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“Do you feel cold and lost in desperation?
You build up hope but failure's all you've known.
Remember all the sadness and frustration,
and let it go, let it go.”

Fiquem bem.

Shizuo, 21julho2017