terça-feira, 25 de julho de 2017

Desculpe o transtorno, precisamos falar sobre depressão



Chester decidiu partir. Juntou-se ao seu amigo, Chris Cornell. É triste. Um momento de luto, mas, principalmente, de reflexão. E o que devemos pensar e discutir a respeito dessas fatalidades? A depressão.

Julgar e apontar que o uso de drogas e álcool foram os motivos para o suicídio é objetivo e cômodo demais, um lugar comum. Falar sobre depressão é muito mais complexo. A mídia preferiu pular essa parte.

Não sou psicólogo e nem especialista pra tratar disso do ponto de vista científico. Não cabe a mim dar nome aos bois, mas o caso é relevante. Segundo estudo publicado no Sistema de Informações de Mortalidade, nos últimos 12 anos a taxa de suicídios entre pessoas de 15 a 29 anos teve aumento de quase 10% no Brasil. “A morte de uma pessoa é uma tragédia. A morte de milhares de pessoas é estatística. ” Isso não deve ser apenas estatística! Os números não são tão frios assim…

Silenciar e apenas lamentar a morte desses artistas é nos contentarmos somente com a obra que fizeram, entretanto, Chester, Chris, Kurt, Amy, Chorão e tantos outros deixam muito mais que música. A doença existe, mora ao lado, precisa ser pensada e abordada. 10% da população é muita gente! Um pessoa é gente pra caramba!

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“Do you feel cold and lost in desperation?
You build up hope but failure's all you've known.
Remember all the sadness and frustration,
and let it go, let it go.”

Fiquem bem.

Shizuo, 21julho2017